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12/10/2011 -- 00h00
Música e dança animaram a tarde de festa na instituição
''Sinto-me realizada quando percebo que tocamos o coração deles. É gratificante receber um abraço espontâneo e um sorriso de agradecimento. '' A afirmação é de Mity Shiroma, diretora do Grupo Sansey, que divulga a cultura japonesa por meio da música e há 15 anos realiza uma apresentação anual no Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece).
Na tarde de ontem, foi realizada mais uma edição do evento, que envolveu boa parte dos 206 alunos atendidos pela subsede do Ilece na Zona Sul de Londrina. Muitos subiram no palco para cantar e dançar.
''Já criamos um vínculo de amizade com eles. Muitos me reconhecem na rua, o que me deixa bastante feliz. Acho importante promover esse tipo de integração entre os alunos do Grupo Sansey e os daqui (Ilece). O evento já integra o nosso calendário anual'', destacou Mity.
Pelo segundo ano consecutivo, o estudante Leonardo Massarato, de 19 anos, participou do evento com o Grupo Sansey. ''Sou cantor sertanejo e faço questão de compartilhar um pouco da minha música aqui. Sou deficiente visual, mas consigo sentir a energia deles quando subo no palco. É muito bom sentir esse carinho'', falou.
Embalado pelo clima de descontração e alegria, o portador de síndrome de Down Marcos Vinícius Fujikawa, 28, não saiu de perto do palco, onde cantou e dançou durante todo o tempo. ''Eu ainda quero cantar lá no microfone'', disse, acrescentando ainda que considera o evento ''muito legal''.
Já Thiago Souza Santana, 14, preferiu ficar observando. ''Não gosto muito de cantar e dançar, mas acho muito legal assistir as apresentações e ouvir as músicas. O que eu gosto mesmo é de futebol'', explicou o adolescente, que é portador de deficiência intelectual.
Já a estudante Paula Rodrigues de Freitas, 13, ficou encantada com a forma como foi recebida pelos alunos do Ilece. ''É a primeira vez que participo. A interação deles com a gente é muito legal. Eles vêm conversar e perguntar as coisas. Com certeza vou sair daqui mais feliz e realizada. Estou até emocionada'', disse.
Para a coordenadora pedagógica do Ilece Rosângela Rosa da Silva, o evento contribui para a socialização dos alunos com a comunidade. ''Essa interação é muito positiva. Eles ficam ansiosos e gostam de participar. É um momento prazerozo e de grande descontração para todos'', pontuou. Ela explica que Ilece atende pessoas que apresentam algum tipo de deficiência intelectual a partir dos 10 anos de idade.
Paula Costa Bonini
Reportagem Local
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