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| Dança yosakoi soran atrai, principalmente, jovens universitários. O ritmo forte exige bastante dos dançarinos |
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| Dança yosakoi soran atrai, principalmente, jovens universitários. O ritmo forte exige bastante dos dançarinos |
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Pela primeira vez no Japão, o grupo Sansey se apresentará no Festival de Yosakoi Soran, evento que reúne um público de 2 milhões de pessoas
Forró universitário todo mundo conhece no Brasil mas, no ano do Centenário da Imigração Japonesa, os nipo-brasileiros e os apaixonados pela cultura japonesa do grupo Sansey vão mostrar na "Terra do Sol Nascente" o nosso jeito de dançar o yosakoi soran - uma dança que se tornou febre, principalmente entre os estudantes.
O grupo londrinense Sansey - tricampeão brasileiro na modalidade - será destaque no Festival de Yosakoi Soran do Japão, que vai ser realizado em junho, na cidade de Sapporo, província de Hokkaido. A festa é comparada ao Carnaval no Brasil. Nos 17 anos de realização do evento, que reúne mais de 500 grupos participantes e um público de 2 milhões de pessoas, será a primeira vez que o festival receberá dançarinos brasileiros.
Também vai ser a primeira apresentação do Sansey no Japão, marcando ainda os 20 anos do grupo londrinense, que é integrado não só por nipo-brasileiros, mas até descendentes de outras etnias, como um negro que, além de dançar o yosakoi soran, é praticante do budismo.
"Estamos muito felizes com o convite. Além de ser uma honra a participação no festival, o grupo está realizando um sonho em se apresentar no Japão", afirma Mity Shiroma, presidente do Grupo Sansey, lembrando que os londrinenses se apresentam como convidados e não na mostra competitiva, representando o Brasil no ano do Centenário da Imigração.
A realização de um sonho, que antes de se tornar realidade passou pelo crivo de um coordenador do festival no Japão, que visitou o Brasil, em 2007, somente para conhecer a qualidade do grupo londrinense, ficando impressionado com o trabalho.
Trinta integrantes do grupo devem embarcar para o Japão, sendo 20 dançarinos, sete tocadores de taiko (tambor japonês), dois cantores e o chefe da delegação, Cláudio Shizuo Furukawa. As passagens aéreas estão garantidas, mas o grupo, além de se preparar com ensaios, terá que conseguir recursos para as outras despesas da viagem. ''Vamos reunir todos os esforços porque é preciso investir em novos instrumentos e figurinos. Estamos pensando em realizar promoções'', afirma Mity.
Com música "Aki Nokaze" (Ventos de Outono), composta pelo londrinense Marco Tureta e letra de Mity e Furukawa, a coreografia de Aline Kashinoki, Lívia Moriyama e Stephanie Wakabayashi é uma viagem pelo universo japonês. "Quando pedimos a música para o Marco Tureta, a gente queria que tivesse inspiração nas quatro estações e na maneira como o japonês sente. O yosakoi soran é uma dança que exige bastante dos dançarinos por ter movimentos fortes", explica Aline.
O yosakoi soran se tornou uma febre no arquipélago, principalmente entre os universitários, como acontece no Brasil com o forró, redescoberto e repaginado. é o resgate de duas danças folclóricas japonesas com um pouco de modernidade e surgiu, em 1991, quando alguns jovens de Hokkaido, ilha ao norte do Japão, passavam feriado na província de Kochi e conheceram o Yosakoi Matsuri.
O festival dura quatro dias em que uma multidão se entrega a uma dança chamada yosakoi naruko. Impressionados com o ritmo, os jovens decidiram fazer a fusão com o soran bushi, outra dança tradicional japonesa, típica de Hokkaido. Nascia o yosakoi soran, uma dança vibrante que chegou ao Brasil através do empresário Hideaki Iijima, da Soho Cabeleireiros, que realizou, em 2003, o primeiro festival brasileiro.
Fonte: Bonde
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