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Autor de “Shima Uta” faz show em Londrina

Com um show previsto para o dia 2 de outubro, Kazufumi Miyazawa traz à cidade não apenas sua música mais conhecida (ver box), mas também o seu trabalho solo, que vem conquistando cada vez mais espaço no cenário mundial. O cantor abre sua turnê no Teatro Ouro Verde em Londrina, passando depois por São Paulo, Honduras, Nicarágua, México e Cuba, totalizando sete apresentações em cinco países.
O cantor visitou o Brasil pela primeira vez em 1994. No mesmo ano, sua banda The Boom gravou, no álbum Kyokutou Samba, “Haja Coração”, sua primeira canção em português, além de outras músicas em ritmo de samba e bossa-nova.
Desde então, Miya (como é chamado, carinhosamente, pelos fãs) vem mantendo um intercâmbio bastante profícuo com o País. Já se apresentou em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Apesar de realizar turnês também pela Europa, e de estar fortalecendo seus contatos nos países americanos, é com o Brasil que ele nutre um contato mais constante, somando mais de 20 visitas.
Em sua última vinda, em setembro do ano passado, o cantor participou do festival Tudo É Jazz, em Ouro Preto, como convidado do pianista Fernando Moura.
O relacionamento entre ambos não é de hoje: Moura foi o produtor do álbum “Afrosick”, o segundo da carreira solo de Miyazawa (o primeiro havia sido gravado em Londres com Hugh Padgham, o produtor do Sting), lançado no Brasil em junho de 1998. Músicos consagrados como Marcos Suzano, Carlinhos Brown e Lenine são alguns dos responsáveis pelo toque tupiniquim do disco – com um nítido destaque para a percussão.
Em seu terceiro disco solo, “Miyazawa”, além das influências musicais, as gravações também correram o mundo, sendo realizadas em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Nova York, Tóquio e Okinawa. Produzido por ninguém menos que Arto Lindsay (o mesmo de David Byrne, Gal Costa, Caetano Veloso e Marisa Monte), o disco conta com participações especiais de artistas da nova safra da MPB, como Moreno Veloso, Davi Moraes, Max de Castro e Ilê Ayê. O resultado é world music pura, no sentido literal do termo.
Seu último trabalho solo, lançado no Brasil em 2004, foi “Miyazawa-Sick”. Sete das treze músicas do álbum são cantadas em português. Além da banda e da carreira solo, o cantor ainda encontra tempo para se dedicar a outras artes: Miyazawa também é ator de filmes e novelas e autor de dez livros de poesia no Japão.

Fonte: Paraná Shimbun

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